Economia
Guerra no Médio Oriente
BCE mantém juros inalterados em contexto de guerra
A taxa diretora do Banco Central Europeu poderá subir dentro de três meses.
O Banco Central Europeu decidiu esta quinta-feira manter a principal taxa de referência nos dois por cento, apesar do contexto de guerra no Médio Oriente, que poderá alimentar uma escalada da inflação.
Esta é a sexta vez consecutiva que a instituição preserva a taxa diretora, embora admita que a guerra desencadeada pela ofensiva israelita e norte-americana contra o Irão torna agora as perspetivas "consideravelmente mais incertas".As taxas aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez ficam assim inalteradas em dois por cento, 2,15 e 2,40, respetivamente.
A guerra, lê-se em comunicado do BCE, "terá um impacto significativo na inflação a curto prazo através de preços mais elevados dos produtos energéticos". Os reflexos a médio prazo "dependerão quer da intensidade quer da duração do conflito e da forma como os preços dos produtos energéticos afetarão os preços no consumidor e a economia".
Esta é a sexta vez consecutiva que a instituição preserva a taxa diretora, embora admita que a guerra desencadeada pela ofensiva israelita e norte-americana contra o Irão torna agora as perspetivas "consideravelmente mais incertas".As taxas aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez ficam assim inalteradas em dois por cento, 2,15 e 2,40, respetivamente.
A guerra, lê-se em comunicado do BCE, "terá um impacto significativo na inflação a curto prazo através de preços mais elevados dos produtos energéticos". Os reflexos a médio prazo "dependerão quer da intensidade quer da duração do conflito e da forma como os preços dos produtos energéticos afetarão os preços no consumidor e a economia".
Da reunião desta quinta-feira resultaram também previsões económicas corrigidas.
A inflação é revista em alta para 2,6 por cento este ano, 2,0 em 2027 e 2,1 em 2028 - o acerto deve-se à escalada dos preços dos produtos energéticos.
As estimativas de crescimento económico sofrem acertos em baixa para 0,9 por cento em 2026, 1,3 em 2027 e 1,4 em 2028, espelhando "os efeitos da guerra nos mercados de matérias-primas, nos rendimentos reais e na confiança a nível mundial".O Conselho de Governadores afiança estar a "acompanhar de perto" a evolução da guerra e "a sua abordagem dependente dos dados ajudá-lo-á a definir a política monetária apropriada".
Recorde-se que a Reserva Federal dos Estados Unidos reuniu-se na véspera e decidiu manter os juros inalterados.
Recorde-se que a Reserva Federal dos Estados Unidos reuniu-se na véspera e decidiu manter os juros inalterados.
Em conferência de imprensa após A presidente do Banco Central Europeu anunciou a decisão de manter os juros inalterados. Em Frankfurt, Christine Lagarde disse aos jornalistas que o BCE está bem posicionado para navegar na incerteza que a guerra provoca.
"O Conselho de Governadores decidiu hoje manter inalteradas as três principais taxas de juros do BCE. Estamos determinados a garantir que a inflação se estabilize em nossa meta de 2 por cento no médio prazo".
Ainda assim, o conflito no Irão tornou as perspectivas significativamente mais incertas, criando riscos de alta para a inflação e riscos de baixa para o crescimento económico".
Lagarde advertiru qur esta guerra terá "um impacto material na inflação de curto prazo por meio do aumento dos preços da energia".
"As implicações a médio prazo dependerão tanto da intensidade e duração do conflito quanto da forma como os preços da energia afetarão os preços ao consumidor e a economia".
Lagarde advertiru qur esta guerra terá "um impacto material na inflação de curto prazo por meio do aumento dos preços da energia".
"As implicações a médio prazo dependerão tanto da intensidade e duração do conflito quanto da forma como os preços da energia afetarão os preços ao consumidor e a economia".
Contudo, assegurou que "estamos bem posicionados para lidar com essa incerteza", visto que a inflação se tem "mantido em torno da nossa meta de 2 por cento, as expectativas de inflação a longo prazo estão bem ancoradas e a economia tem demonstrado resiliência nos últimos trimestres".
Fazendo uma análise, Lagarde afirmou que a guerra no Médio Oriente está a perturbar os mercados de matérias-primas e a afetar os rendimentos reais e a confiança".
"Isto levou a uma revisão em baixa das projeções de consumo e investimento dos analistas", concluiu.
"Isto levou a uma revisão em baixa das projeções de consumo e investimento dos analistas", concluiu.
c/ agências